ABPA destaca vantagens do acordo Mercosul-UE para o setor de carne e ovos
Acordo promissor fortalece o Brasil como fornecedor de proteínas animais

Foto: Pixabay/ Montagem: Canal Rural
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) comemorou a recente aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, o qual representa um marco após mais de 25 anos de negociações complexas.
De acordo com a ABPA, o tratado traz previsibilidade comercial e fortalece as relações entre os blocos, tendo implicações diretas para o setor de proteínas animais. No que diz respeito à carne de frango, o acordo não altera o sistema de cotas já existente entre o Brasil e a UE, que continua válido.
O novo acordo introduz um contingente tarifário adicional de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifas, que será dividido entre os países do Mercosul, com a implementação gradual ao longo de seis anos.
Em relação à carne suína, o acordo estabelece pela primeira vez um contingente tarifário de 25 mil toneladas anuais, com tarifas significativamente menores do que as aplicadas fora da cota, o que pode abrir novas oportunidades para o Brasil, dependendo da conclusão dos trâmites sanitários.
Nos ovos, a proposta inclui contingentes tarifários específicos, com 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas para albuminas, ampliando as possibilidades de exportação de produtos de maior valor agregado.
A ABPA enfatiza que as cotas são do Mercosul e exigirão coordenação entre os países membros para sua alocação. Os impactos econômicos serão graduais e dependerão do cumprimento rigoroso de requisitos sanitários e regulatórios.
Por fim, a entidade destaca que a efetivação do acordo reforça a posição do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, alinhando-se aos princípios de sanidade e sustentabilidade. A ABPA conclui que o sucesso das oportunidades criadas depende de uma implementação técnica e transparente.