sábado, 7 de março de 2026
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Acordo Comercial entre UE e Mercosul: Benefícios para o Agro e Desafios para a Indústria

Especialistas apontam que a indústria brasileira precisará se adaptar à nova realidade do mercado.

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Acordo Comercial entre UE e Mercosul: Benefícios para o Agro e Desafios para a Indústria
Foto: Divulgação

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Foto: Ivan Bueno/AnP

A expectativa de finalização do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que se arrasta por mais de 25 anos, se intensifica. O tratado tem o potencial de criar a maior área de livre comércio do mundo, atingindo 718 milhões de consumidores e somando um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22 trilhões.

No entanto, a resistência de alguns países europeus, como França e Irlanda, ainda persiste. Além disso, cerca de 150 deputados europeus manifestaram oposição ao acordo, com a possibilidade de levar a questão para a justiça.

O especialista em Direito Internacional, Werner Grau, destaca que esta é a terceira tentativa do Mercosul de concluir o tratado, tendo tentativas anteriores em 2019 e 2024. Ele observa que "o agronegócio brasileiro é, desde 2020, o maior exportador de commodities do mundo", o que explica a resistência de países europeus que buscam garantias adicionais, como foi o caso da Itália.

O acordo, uma vez aprovado, isentará tarifas nas importações e exportações entre as duas regiões, prevendo que 90% dos produtos transitem sem taxas. Grau enfatiza que isso representa um grande avanço para o Brasil na exportação de commodities, mas a indústria enfrentará o desafio de se adaptar à concorrência de produtos importados a preços mais baixos.

"Há uma oportunidade extraordinária de crescimento no nosso robusto mercado de agronegócio. Contudo, é essencial que o Estado brasileiro atue proativamente para otimizar segmentos que enfrentarão maior competição de produtos estrangeiros", conclui o especialista.