sábado, 7 de março de 2026
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Aumento nos preços do feijão é impulsionado por oferta limitada

Cepea aponta colheita lenta e produção menor como principais fatores da alta

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Os preços do feijão apresentaram um aumento significativo na última semana de janeiro, afetando quase todas as regiões analisadas pelo Cepea, especialmente para o feijão preto e o carioca de qualidade superior.

De acordo com os especialistas do Cepea, essa alta é resultado da oferta restrita, da lentidão na colheita da primeira safra e das previsões de uma produção inferior em comparação a 2025, principalmente nos estados do Sul.

A valorização do feijão carioca em janeiro foi a maior dos últimos quatro meses, enquanto o feijão preto teve a oscilação mensal mais acentuada desde o início da série Cepea/CNA, em setembro de 2024. Esse cenário é um contraste com o que ocorreu em janeiro do ano anterior, quando os preços estavam em queda.

No campo, o andamento da colheita da primeira safra de feijão é lento em várias regiões produtoras, influenciada por condições climáticas adversas. Segundo dados da Conab, até 24 de janeiro, apenas 28,3% da área nacional havia sido colhida, um número inferior ao de 39% registrado no mesmo período do ano passado e abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 38,1%. Esse atraso na colheita contribui para a manutenção da oferta limitada no mercado e, consequentemente, para a elevação dos preços.