Bolsonaro solicita antidepressivo durante internação e pode ter alta nesta quinta
Ex-presidente apresenta quadro estável após nova endoscopia e segue tratamento para controle de saúde.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena por tentativa de golpe após as eleições de 2022, deve ter alta nesta quinta-feira (1º) se seu estado de saúde permanecer estável. Durante sua internação, ele solicitou a introdução de medicamentos antidepressivos, conforme revelou sua equipe médica.
Na manhã de quarta-feira (31), Bolsonaro passou por um novo exame de endoscopia e não apresentou intercorrências, embora tenha enfrentado picos de hipertensão e crises de soluços, que o levaram a ser submetido a três procedimentos cirúrgicos nos últimos dias.
Internado no hospital DF Star, em Brasília, desde o dia 24, para tratar uma hérnia, a saúde do ex-presidente é monitorada devido a uma condição rara chamada de "soluços persistentes" e apneia do sono severa, com até 50 episódios noturnos. Essa situação está afetando sua pressão arterial, levando-o a utilizar um aparelho CPAP para auxiliar na respiração durante a noite.
O médico Claudio Birolini, que acompanha Bolsonaro, destacou que o estado psicológico do ex-presidente influencia diretamente sua saúde. "Ele mesmo pediu para fazer uso de algum medicamento antidepressivo. Esse tratamento foi introduzido durante a internação e esperamos que comece a apresentar resultados em alguns dias", explicou.
A autorização para a internação foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e o ex-presidente passou por intervenções cirúrgicas para controlar os soluços. A primeira delas, um bloqueio do nervo frênico direito, ocorreu no último sábado, seguida por um procedimento semelhante no lado esquerdo na segunda-feira. O retorno dos soluços na terça resultou em uma nova intervenção.
Os médicos avaliarão novamente a saúde de Bolsonaro na manhã desta quinta-feira e, caso tudo ocorra conforme o esperado, ele poderá retornar à Superintendência da Polícia Federal, onde cumpre sua pena. Após a alta, ele continuará utilizando os medicamentos e o CPAP, além de seguir orientações de autocuidado para evitar complicações.
O boletim médico mais recente aponta a persistência de esofagite e gastrite, condições que podem estar contribuindo para os soluços. O cardiologista Brasil Caiado, parte da equipe médica, sugere que a esofagite é um fator relevante nesse quadro.