sábado, 7 de março de 2026
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Brasil mantém liderança no mercado global de algodão até 2026, segundo Cepea

Projeções indicam que o país seguirá como principal exportador, apesar de desafios na demanda internacional.

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Produção de algodão na safra 2022/2023 na Bahia

Foto: Jefferson Aleffe/ Marca Comunicação

O Brasil deve continuar a ser uma referência no mercado global de algodão durante a temporada 2025/26, conforme aponta o Cepea. Apesar de um cenário de demanda internacional mais moderada, o país mantém sua posição de destaque, apoiado por uma produção robusta e pelo peso das exportações.

A produção nacional pode sofrer uma leve queda em relação ao recorde anterior, mas ainda assim deve ser a segunda maior da história. As vendas externas permanecem como o principal canal para escoamento da oferta, refletindo a forte inserção do Brasil no comércio global de algodão.

Crescimento limitado nas áreas cultivadas

Para a safra 2025/26, a área cultivada com algodão deve ter um crescimento modesto de 0,7%, chegando a 2,1 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Esse aumento é desigual, com as regiões Norte e Nordeste projetando um avanço de 4%, enquanto o Centro-Sul deve apresentar uma redução de 0,4%.

A produtividade média nacional é estimada em 1.885 quilos por hectare, o que representa uma queda de 3,5% em relação à safra anterior. Assim, a produção total de pluma deve atingir 3,96 milhões de toneladas, com uma redução anual de 2,9%, de acordo com dados oficiais. O desempenho final da safra dependerá das condições climáticas e da produtividade nas diferentes regiões.

Exportações garantem protagonismo do Brasil

No cenário internacional, o Brasil se mantém como o maior exportador de algodão do mundo, com projeções do USDA indicando embarques de 3,157 milhões de toneladas na temporada 2025/26, um aumento de 11,4% em relação ao ano anterior. Esse desempenho supera o dos Estados Unidos, que, como segundo maior exportador, deve embarcar 2,656 milhões de toneladas, um crescimento de 2,5% no comparativo anual.

A competitividade do Brasil é reforçada por sua escala de produção e avanços em rastreabilidade e sustentabilidade, características cada vez mais valorizadas no mercado externo. O acompanhamento da taxa de câmbio também é fundamental, já que a variação do dólar impacta diretamente a remuneração dos produtores.