sábado, 7 de março de 2026
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Censo inédito no Paraná mapeia a agricultura orgânica

Levantamento visa compreender o perfil dos produtores e orientar políticas públicas no setor.

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Orgânicos, agricultura orgânica, alimentos

Foto: Freepik

O Paraná, líder nacional na produção de alimentos orgânicos, deu início a um censo inédito que busca mapear o perfil dos agricultores orgânicos no estado. Com a conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026, o levantamento é realizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em colaboração com a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

A pesquisa inicial abrange dados do Norte Pioneiro do estado e já conta com informações relevantes sobre o perfil dos produtores. O estudo envolveu 40 profissionais, entre extensionistas e bolsistas, e foi baseada em uma amostra de 776 agricultores, com 95% de nível de confiança e margem de erro de 2,5%.

Os dados preliminares indicam que 72% dos agricultores são homens e 28% mulheres, com a maioria residindo na área rural. A pesquisa também revela que a faixa etária predominante dos produtores é superior a 50 anos, e em termos de escolaridade, 50% possuem ensino fundamental, 29% ensino médio e 20% superior.

Além do perfil socioeconômico, o censo coletou informações sobre assistência técnica, necessidades de crédito, custos de produção, uso de irrigação e estufas, tipos de culturas, renda média e práticas de manejo. Notavelmente, 66% dos entrevistados afirmaram que a saúde da família é a principal motivação para a sua atuação na agricultura orgânica.

Segundo Marcio Nunes, secretário da Agricultura e do Abastecimento, essa iniciativa destaca a importância do Paraná na produção orgânica, que não só agrega valor e amplifica mercados, mas também gera renda e promove a sustentabilidade no campo. Os resultados obtidos até agora levaram a um aumento no escopo do projeto, com a meta de finalizar o censo até agosto, contando com um investimento de R$ 550 mil da Seti e R$ 300 mil do IDR-Paraná.

Natalino Avance de Souza, diretor-presidente do IDR-Paraná, ressalta que o diagnóstico é essencial para enfrentar o envelhecimento no campo e que práticas produtivas mais sustentáveis podem ajudar a manter os jovens na agricultura e garantir a sucessão familiar.