Chuva em excesso impacta plantio de soja no Rio Grande do Sul
Apesar dos desafios, lavouras apresentam bom desenvolvimento na safra 2025/2026

Foto: Divulgação/Emater-RS
A semeadura de soja no Rio Grande do Sul alcançou 93% da área programada para a safra 2025/2026, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na última terça-feira (30). No entanto, o plantio tem enfrentado atrasos devido às chuvas intensas e aos breves períodos de tempo seco, que dificultaram a redução da umidade do solo, essencial para o funcionamento das semeadoras.
A maior parte das lavouras, cerca de 93%, encontra-se na fase vegetativa, enquanto 7% já começaram o florescimento. As áreas que foram plantadas no início da safra apresentam bom vigor vegetativo, beneficiadas por condições como disponibilidade hídrica, temperaturas elevadas e radiação solar adequada.
Segundo a Emater, as melhores condições de crescimento são observadas em solos bem estruturados e com alto teor de matéria orgânica, que favorecem a infiltração e o armazenamento de água. No entanto, em áreas com solo compactado e menor cobertura vegetal, foram registrados episódios de erosão, afetando lavouras ainda em fase inicial.
Além disso, semeaduras feitas em condições de umidade inadequadas, especialmente após períodos de seca seguidos por chuvas intensas, apresentaram desuniformidade na emergência, falhas no estande e a necessidade de replantio em algumas regiões. No Noroeste do Estado, as chuvas acima da média histórica em dezembro causaram danos à infraestrutura rural, como estradas vicinais, além de alagamentos em áreas de relevo mais baixo.
Apesar das dificuldades, a avaliação geral é positiva, com a expectativa de que o cenário hídrico continue favorável ao desenvolvimento das lavouras, desde que as condições climáticas permitam a realização das atividades no campo nas próximas semanas.