Cigarrinhas-do-milho têm aumento de infectividade em Santa Catarina
Produtores devem redobrar atenção nas lavouras; confira as orientações da Epagri

Foto: Divulgação Embrapa
Santa Catarina registrou um aumento na média de captura de cigarrinhas-do-milho, alcançando 98 insetos por armadilha, segundo dados do programa Monitora Milho SC, da Epagri. Esta é a terceira semana consecutiva de elevação nas quantidades desses insetos, que já apresentaram uma média de 43 em levantamento anterior, um aumento de 127,9%.
A pesquisadora Maria Cristina Canale, que lidera o monitoramento, aponta que o crescimento pode estar vinculado a fatores climáticos e práticas de manejo inadequadas no final do ciclo das lavouras. "As altas temperaturas e as dificuldades de manejo nas fases finais do cultivo podem ser determinantes para esse aumento", explicou.
O levantamento realizado entre 12 e 19 de janeiro indicou que a alta na população de cigarrinhas se estendeu a todas as regiões do Estado, com uma taxa elevada de infectividade associada a patógenos que provocam enfezamentos e viroses no milho. "Diferente das semanas anteriores, quando os patógenos estavam mais concentrados no Oeste e Planalto Norte, agora a situação é mais crítica e uniforme em todo o Estado", alertou a pesquisadora, enfatizando a necessidade de atenção redobrada dos agricultores que planejam o plantio da safrinha.
A Epagri recomenda que os produtores ajustem o maquinário durante a colheita para minimizar perdas de grãos e evitem semear novas áreas de milho próximas às lavouras em estágio final, já que os insetos tendem a migrar para os cultivos mais jovens em busca de alimentação. Além disso, a especialista sugere que o manejo deve ser iniciado na fase vegetativa, utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, juntamente com produtos biológicos sempre que possível.