sábado, 7 de março de 2026
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Copom decide manter a taxa de juros em 15% ao ano pela quinta vez consecutiva

Banco Central sinaliza possível flexibilização na próxima reunião

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copom banco central

Foto: Rafa Neddermeyer

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu por unanimidade manter a Taxa Selic em 15% ao ano, marcando a quinta reunião consecutiva sem alterações nos juros básicos da economia. Esta decisão já era antecipada pelo mercado financeiro, mesmo diante do recuo da inflação e do dólar.

Atualmente, a taxa Selic se encontra no maior patamar desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. No comunicado oficial, o Copom indicou que poderá iniciar a redução da taxa na próxima reunião, programada para março, caso a inflação permaneça sob controle.

"O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", afirmou o Banco Central.

A reunião ocorreu com a presença de um Copom desfalcado, já que os mandatos de dois diretores expiraram no final de 2025, e as indicações para substituição ainda não foram feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Selic é a principal ferramenta utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação, que em 2025 foi de 4,26%, o menor nível anual desde 2018. Este resultado trouxe o indicador de volta ao intervalo da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3% com uma variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

A nova sistemática de meta contínua, em vigor desde janeiro, permite que a inflação seja avaliada mensalmente, considerando os 12 meses anteriores. A próxima atualização das previsões de inflação será divulgada pelo Banco Central no fim de março.

Os analistas do mercado, segundo o boletim Focus, projetam que a inflação oficial deve fechar o ano em 4%, ligeiramente acima do teto da meta. Ao mesmo tempo, o aumento da taxa Selic visa conter a inflação, embora possa dificultar o crescimento econômico. A projeção do Banco Central para o crescimento do PIB em 2026 foi revista de 1,5% para 1,6%, enquanto os analistas esperam uma expansão de 1,8%.