Dólar à vista inicia o dia em alta de 0,07%, cotado a R$ 5,3761, aguardando CPI dos EUA
Investidores esperam dados que podem influenciar a política monetária americana

O dólar à vista começou a terça-feira, 13, com leve alta de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,3761. O movimento reflete a cautela dos investidores diante da expectativa de dados que podem impactar a política monetária dos Estados Unidos.
A divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) de dezembro, prevista para às 10h30, é aguardada com atenção. Esse indicador pode reforçar as apostas de que o Federal Reserve (Fed) manterá a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% ao ano na reunião programada para o final deste mês. A mediana das estimativas do Projeções Broadcast indica uma alta de 0,30% no índice cheio em dezembro, após um avanço de 0,20% em novembro, resultando em uma inflação anual de 2,7%. Além disso, estão agendados discursos de Alberto Musalem, presidente do Fed de St. Louis, às 12h, e de Tom Barkin, presidente do Fed de Richmond, às 13h.
Na manhã de hoje, presidentes de diversos bancos centrais emitiram uma declaração de apoio ao Fed e ao seu presidente, Jerome Powell, após este se tornar alvo de investigação do Departamento de Justiça dos EUA, um episódio que já afetou os mercados anteriormente. O comunicado conta com a assinatura de Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil.
No cenário interno, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o volume de serviços prestados caiu 0,1% em novembro em comparação a outubro, considerando a série com ajuste sazonal. Apesar desse resultado, a expectativa é de que a taxa Selic permaneça em 15% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), também agendada para o final do mês.
Às 11h30, a Fenabrave deve divulgar os dados de vendas de veículos referentes a dezembro e ao acumulado do ano. Além disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participarão, às 15h, da cerimônia de lançamento da plataforma digital da Reforma Tributária.
Os investidores também estão atentos ao caso do Banco Master, após o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, ter acordado com o Banco Central uma inspeção na autoridade monetária. O mercado observa ainda os possíveis efeitos sobre a balança comercial brasileira após o anúncio do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sobre tarifas de 25% para países que negociarem com o Irã, embora a participação do Irã nas exportações brasileiras seja considerada marginal.
No fechamento de segunda-feira, 12, o dólar à vista subiu 0,12%, encerrando o dia a R$ 5,3725, após oscilações que variaram entre R$ 5,3509 e R$ 5,3859. Operadores indicaram que essa movimentação foi resultado de ajustes técnicos após a recente desvalorização da moeda e da cautela em relação aos eventos significativos da semana.