sábado, 7 de março de 2026
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Dólar e Ibovespa apresentam queda após o fim da paralisação nos EUA

Mercados reagem ao retorno das operações governamentais e à expectativa de balanços corporativos

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Dólar e Ibovespa apresentam queda após o fim da paralisação nos EUA
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP - O dólar apresentou uma leve baixa nesta quinta-feira (13), impulsionado pela conclusão da paralisação do governo dos Estados Unidos, que influenciou as decisões dos investidores.

Enquanto isso, a Bolsa de Valores, que alternou entre altas e baixas ao longo da manhã, fechou em queda no início da tarde. Às 14h48, a moeda americana registrava uma queda de 0,06%, sendo negociada a R$ 5,288. O índice Ibovespa, por sua vez, caiu 0,38%, marcando 157.018 pontos.

O Congresso dos EUA aprovou um acordo que encerra a mais longa paralisação governamental da história do país. O processo teve início na segunda-feira, com o Senado aprovando um projeto de lei para reestabelecer o financiamento das agências federais. Na quarta-feira à noite, a Câmara dos Representantes confirmou o acordo com uma votação de 222 a 209, e horas depois, o presidente Donald Trump sancionou a medida.

Essa assinatura permitiu que os funcionários federais retornassem ao trabalho já nesta quinta, embora a velocidade de recuperação dos serviços e operações governamentais ainda não esteja clara. Durante a cerimônia de assinatura, Trump afirmou: "Não podemos deixar isso acontecer de novo. Não é assim que se governa um país."

O acordo encerra oficialmente um shutdown de 43 dias, o mais longo da história americana, e estende o financiamento governamental até 30 de janeiro, o que pode continuar a aumentar a dívida pública, atualmente em US$ 38 trilhões, com um crescimento anual de cerca de US$ 1,8 trilhão.

Com o fim da paralisação, as incertezas sobre a economia dos EUA diminuem. Desde o início do shutdown, a divulgação de dados econômicos oficiais estava suspensa, deixando o Federal Reserve dependente de números não oficiais para suas decisões. Essa falta de visibilidade sobre a atividade econômica levantou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros iniciado em setembro.

A expectativa agora se divide no mercado. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, 52,6% dos operadores acreditam em uma nova redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Fed, enquanto 46,4% apostam na manutenção da taxa atual entre 3,75% e 4%.

Leonel Mattos, analista da StoneX, destaca que a paralisação impactou a coleta de informações econômicas, mas a retomada das publicações pode alterar essa perspectiva. Fernanda Campolina, da One Investimentos, acredita que o Fed poderá se sentir mais à vontade para realizar novos cortes ainda em 2025, beneficiando mercados emergentes como o Brasil.

Com essa expectativa, o dólar caiu em relação à maioria das moedas globais. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,29%, atingindo 99,23 pontos. Outras moedas emergentes, como o rand sul-africano e o peso mexicano, também se valorizaram.

Na frente corporativa, os resultados do terceiro trimestre impactam as decisões de investimento. O Banco do Brasil reportou um lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões, uma queda de 60,2% em relação ao ano anterior, refletindo negativamente em suas ações, que caíram