sábado, 7 de março de 2026
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Dólar recua para R$ 5,21 e Bolsa avança para 183 mil pontos com IPCA-15 abaixo do esperado

Dados de inflação animam investidores, que aguardam decisões de juros do Copom e do Fed.

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Dólar recua para R$ 5,21 e Bolsa avança para 183 mil pontos com IPCA-15 abaixo do esperado
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP - O dólar apresentou uma queda significativa nesta terça-feira (27), enquanto os investidores analisavam os dados do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) divulgados recentemente.

Considerado uma prévia da inflação oficial, o IPCA-15 teve um aumento de 0,20% em janeiro, uma desaceleração em comparação aos 0,25% registrados em dezembro.

O mercado permanece atento às decisões sobre taxas de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos, com a expectativa de divulgação na quarta-feira, evento conhecido como "Superquarta".

Às 13h22, o dólar estava cotado a R$ 5,216, uma queda de 1,19%. O menor valor do dia foi de R$ 5,211, o que representa a menor cotação desde 2024. Já a Bolsa teve um aumento de 2,27%, alcançando 182.795 pontos, se aproximando de um novo recorde histórico, impulsionada pela entrada de investidores internacionais.

O Índice Bovespa (Ibovespa) atingiu pela primeira vez os patamares de 181 mil e 182 mil pontos, com um pico de 183.027 pontos durante o dia.

O avanço de 0,20% do IPCA-15 no mês foi ligeiramente inferior à expectativa do mercado, que previa 0,22%, segundo a Bloomberg. No entanto, o índice apresentou uma aceleração no acumulado de 12 meses, passando de 4,41% em dezembro para 4,5% em janeiro, o que corresponde ao teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central para o IPCA.

A divulgação desses dados ocorre um dia antes da primeira decisão de juros do Comitê de Política Monetária (Copom) em 2026, com analistas prevendo a manutenção da taxa em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos.

André Valério, economista sênior do Inter, analisou que "para a decisão de amanhã, o resultado de hoje não é muito relevante", mas espera que o índice possa influenciar ajustes na comunicação após a decisão, indicando a possibilidade de cortes de juros na reunião de março.

Essa análise considera a tendência de desinflação a longo prazo, resultante da valorização do real e da recente queda nos preços dos alimentos. A redução nos preços da gasolina pela Petrobras também deve contribuir para a diminuição do índice neste primeiro trimestre, segundo Valério.

De acordo com o boletim Focus desta semana, especialistas projetam um corte de 0,5 ponto percentual em março como um início do ciclo de afrouxamento monetário, com a Selic estimada para fechar 2026 em 12,25% e o IPCA em 4%.

João Abdouni, analista da Levante Inside Corp., comentou que "o dado aumentou a confiança de que a política monetária restritiva está começando a gerar efeitos mais consistentes sobre os preços. Com a inflação apresentando sinais de arrefecimento, a expectativa por um corte de juros mais próximo se intensifica".

A "superquarta" também inclui a decisão de juros do Federal Reserve (Fed), onde o consenso é pela manutenção da taxa entre 3,5% e 3