sábado, 7 de março de 2026
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EUA e Índia firmam acordo comercial para reduzir compras de petróleo russo

O presidente Donald Trump anunciou a nova parceria que inclui tarifas reduzidas e aumento nas importações americanas

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EUA e Índia firmam acordo comercial para reduzir compras de petróleo russo
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (2) um novo acordo comercial com a Índia, que se comprometeu a interromper a compra de petróleo da Rússia e aumentar as importações de produtos americanos. A parceria foi divulgada em uma publicação de Trump na rede social Truth Social.

Segundo o presidente, os Estados Unidos passarão a cobrar uma tarifa recíproca reduzida de 18%, diminuindo a taxa anterior de 25%. Em contrapartida, a Índia deverá zerar as tarifas sobre os produtos norte-americanos. Além disso, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, se comprometeu a adquirir mais de US$ 500 bilhões em produtos de energia, tecnologia e agricultura dos EUA.

Modi expressou sua satisfação nas redes sociais, agradecendo a Trump pela redução de tarifas, que beneficiará os produtos indianos. O primeiro-ministro ressaltou a importância da nova parceria para os 1,4 bilhão de cidadãos da Índia.

O acordo é o resultado de meses de negociações entre as duas nações, que têm buscado fortalecer seus laços comerciais. No ano passado, Trump havia aumentado as tarifas sobre importações da Índia para 50% para pressionar o país a reduzir suas compras de petróleo russo, em um momento em que a Índia buscava alternativas para suas importações de energia.

A Índia, que é o terceiro maior importador de petróleo do mundo, depende fortemente de importações, cobrindo cerca de 90% de suas necessidades. Desde o início da guerra na Ucrânia, o país tem enfrentado desafios para equilibrar suas compras, especialmente devido às sanções ocidentais contra a Rússia.

Recentemente, a Índia começou a diminuir suas compras de petróleo russo, que chegaram a 1,2 milhão de barris por dia em janeiro, com projeções de queda para 800 mil barris por dia em março, de acordo com a Reuters.