sábado, 7 de março de 2026
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Fachin retorna a Brasília para mitigar crise no STF

O presidente do Supremo busca gerenciar os danos à imagem da Corte após desdobramentos do inquérito do Banco Master.

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Fachin retorna a Brasília para mitigar crise no STF
Foto: Divulgação

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu antecipar seu retorno a Brasília, desembarcando na noite de segunda-feira (19), antes do início oficial do ano Judiciário. Fachin, que havia delegado a presidência interina ao vice, Alexandre de Moraes, justificou a volta com a necessidade de sua presença na capital em função dos recentes acontecimentos que têm afetado a imagem do tribunal.

O foco da atuação de Fachin é gerenciar o desgaste causado pelo inquérito do Banco Master, que está sob a relatoria de Dias Toffoli. O presidente do STF busca uma solução institucional para o impasse que tem gerado tensões entre o Supremo, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Nesta terça-feira (20), Fachin tem um compromisso em São Luís, no Maranhão, para se reunir com o ministro Flávio Dino, que está em um momento delicado, pois seu filho passará por cirurgia.

Nos últimos meses, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, recebeu quatro solicitações de parlamentares pedindo a suspeição de Toffoli como relator do inquérito que investiga fraudes atribuídas aos donos do Banco Master. Porém, a história do STF demonstra que pedidos desse tipo raramente resultam em afastamento de ministros.

A condução do caso por Toffoli gerou desconforto no meio jurídico, especialmente após sua decisão de avocar todas as investigações relacionadas ao Banco Master, incluindo aquelas que tramitavam em primeira instância. O relator impôs um sigilo elevado sobre os atos processuais, dificultando o acesso público às informações.

A tensão aumentou quando Toffoli ordenou que todo material apreendido pela PF fosse enviado diretamente ao seu gabinete, decisão que foi revertida após alertas da PF sobre os riscos para a investigação e um parecer contrário da PGR. O material foi mantido sob a guarda da Procuradoria.

A situação se agravou no último sábado (17), quando a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) emitiu uma nota chamando a atenção para o caráter “atípico” do cenário, mencionando interferências nas prerrogativas da corporação e exigências inadequadas no planejamento das investigações. Até o momento, o STF permanece sob pressão, enquanto Fachin observa as ações de Toffoli e Moraes em relação ao caso do Banco Master.