sábado, 7 de março de 2026
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Governadores se articulam para renúncias e eleições de 2026

Movimentos políticos vão impactar a sucessão em vários estados brasileiros

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Governadores se articulam para renúncias e eleições de 2026
Foto: Divulgação

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Os governadores brasileiros iniciam o ano de 2026 em meio a intensas articulações políticas visando as eleições de outubro. As estratégias incluem migrações partidárias, renúncias para concorrer a outros cargos e uma dose de mistério sobre os futuros posicionamentos políticos.

Dentre os 27 governadores atuais, 20 já têm seus destinos políticos definidos: 9 buscarão a reeleição, 9 se candidatarão ao Senado e 2 não participarão das eleições. Outros 4 estão se preparando para candidaturas à Presidência, enquanto 3 ainda não decidiram se irão concorrer.

Os governadores que pretendem disputar novos cargos precisam renunciar até o dia 4 de abril, conforme a legislação eleitoral. Essas renúncias devem alterar o cenário político em ao menos 13 estados, com a ascensão de vices em 11 deles.

Em pelo menos dez estados, os vice-governadores são os principais candidatos à sucessão. Essa movimentação, na maioria das vezes, busca manter a influência dos atuais governadores sobre suas bases políticas.

No estado de Minas Gerais, o governador Romeu Zema (Novo) passará o cargo para o vice Matheus Simões (PSD), que busca aumentar sua visibilidade através das redes sociais e do suporte de Zema, que se lançou como pré-candidato à presidência.

Em Pará, Hana Grassan (MDB), vice-governadora, concorre à vaga deixada por Helder Barbalho (MDB), que disputará o Senado. Esta será a primeira vez que ela lidera uma chapa majoritária.

O vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza (MDB), conta com o apoio de Eduardo Leite (PSD) em uma disputa que promete ser acirrada entre candidatos do PT e do PL. Outros vices também se candidatarão em estados como Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Paraíba, Espírito Santo, Acre e Roraima.

Com as renúncias, a centro-direita deve se fortalecer nos estados. O PP, que atualmente tem dois governadores, passará a ter quatro, com a ascensão de Lucas Ribeiro, na Paraíba, e Celina Leão, no Distrito Federal. O Republicanos e o MDB também devem aumentar sua presença no comando dos estados.

Por outro lado, o presidente Lula (PT) continuará com aliados à frente de dez estados, mas a esquerda verá uma diminuição de sua influência com as renúncias de Fátima Bezerra (PT-RN), Renato Casagrande (PSB-ES) e João Azevêdo (PSB-PB).

No Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro (PL) renunciará para concorrer ao Senado, mas está sem um vice após a saída de Thiago Pampolha, que assumiu uma vaga no Tribunal de Contas do Estado. O estado também precisará de um governante-tampão.

Em outros estados como Maranhão e Alagoas, os governadores permanecerão em seus postos até o fim do mandato, enquanto em Amazonas, Tocantins e Rondônia, os governadores ainda não esclareceram suas intenções futuras.

As movimentações políticas indicam um cenário dinâmico e em constante mudança enquanto o Brasil se aproxima das eleições de outubro.