sábado, 7 de março de 2026
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Governo Federal Discute Combate ao Antissemitismo com Ênfase na Educação

Encontro no Palácio do Planalto reúne líderes e representantes da comunidade judaica para debater estratégias de enfrentamento ao preconceito.

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Governo Federal Discute Combate ao Antissemitismo com Ênfase na Educação
Foto: Divulgação

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Representantes do Poder Executivo e de diversos segmentos da comunidade judaica se reuniram nesta quarta-feira (28) no Palácio do Planalto para debater estratégias de combate ao antissemitismo no Brasil, destacando a educação como um elemento essencial na prevenção de crimes de ódio e no fortalecimento da democracia.

O evento contou com a participação de pesquisadores de universidades de cinco estados, rabinos, e representantes de instituições como o Museu do Holocausto de Curitiba, além de movimentos sociais como Judeus pela Democracia e Casa do Povo, e membros do governo federal.

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, enfatizou a importância do diálogo e da construção de propostas concretas para combater todas as formas de discriminação. Ele afirmou que a contribuição da comunidade judaica para o desenvolvimento do Brasil é significativa e histórica, abrangendo áreas como ciência, cultura, medicina e negócios.

“Vamos trabalhar para que possamos avançar, prestando não apenas justiça à comunidade judaica, mas promovendo valores essenciais à civilização”, declarou Alckmin.

A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, ressaltou que o compromisso do governo Lula é combater todas as formas de preconceito e discriminação. Ela lembrou que Lula foi o primeiro presidente brasileiro a realizar uma visita de Estado a Israel, em 2010, e que a diplomacia brasileira defende a coexistência pacífica entre Israel e Palestina.

A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, apontou a relação entre a preservação da democracia e o combate ao ódio, advertindo sobre os riscos que a intolerância representa para as instituições democráticas.

Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), afirmou que a iniciativa do governo é crucial em um momento em que o antissemitismo cresce globalmente. Ele considerou o encontro fundamental para dar visibilidade ao problema e reforçar a necessidade de ações conjuntas entre o Estado e a sociedade civil.

A educação foi um dos principais tópicos discutidos. Gleisi Hoffmann afirmou que políticas educacionais abrangentes são essenciais para lidar com a intolerância. “Uma proposta educacional pode ser ampla e transformadora”, destacou, esclarecendo que a reunião já estava agendada desde o ano anterior e não foi motivada por eventos recentes.

A professora Lilia Schwarcz, da Universidade de São Paulo, participou remotamente e reiterou a educação como uma ferramenta poderosa no combate ao antissemitismo. Ela argumentou que, apesar de ações judiciais serem necessárias, elas são insuficientes sem uma base educacional sólida. “O enfrentamento do antissemitismo deve ser visto como um desafio para a democracia brasileira, não apenas para a comunidade judaica”, defendeu.

O Brasil possui um compromisso histórico em repudiar o antissemitismo e todas as formas de discriminação étnica, racial e religiosa, respaldado pela Constituição Federal de 1988 e pela Lei nº 7.716/1989, que criminaliza práticas de discriminação. Além disso, tratados internacionais como a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Convenção Internacional contra a Discriminação Racial reforçam o arcabouço legal de combate ao antissemitismo.

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