sábado, 7 de março de 2026
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Justiça determina que Marçal pague R$ 100 mil a Boulos por falsas acusações de uso de drogas

Influenciador contesta decisão e promete recorrer, buscando reverter a sentença

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Justiça determina que Marçal pague R$ 100 mil a Boulos por falsas acusações de uso de drogas
Foto: Divulgação

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SÃO PAULO, SP - A Justiça de São Paulo condenou o influenciador Pablo Marçal (PRTB) a indenizar Guilherme Boulos (PSOL), atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, em R$ 100 mil por danos morais. A decisão, proferida na última quinta-feira (29) pelo juiz Danilo Fadel de Castro, da 10ª Vara Cível, é resultado de falsas acusações de uso de cocaína feitas por Marçal durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024.

Segundo a sentença, Marçal fez associações repetidas entre Boulos e o consumo de drogas em debates, entrevistas e publicações nas redes sociais. O juiz destacou que a estratégia incluiu gestos que simulavam o uso de cocaína e o uso de expressões ofensivas para desqualificar o adversário perante os eleitores.

A assessoria de Marçal afirmou que a decisão é apenas de primeira instância e que ele já está tomando as providências judiciais necessárias para recorrer, expressando confiança na revisão do caso nas instâncias superiores.

A sentença ressalta que a divulgação de um laudo médico falso, atribuindo a Boulos um internamento psiquiátrico relacionado a dependência de substâncias, foi um dos momentos mais críticos dos ataques. Investigações da Polícia Civil e da Polícia Federal indicaram que o documento era fraudulento, levando a Justiça Eleitoral a ordenar a remoção do conteúdo das plataformas digitais.

O juiz também afirmou que o ato de Marçal ultrapassou os limites da crítica política, caracterizando-se como uma ação ilícita com a intenção de prejudicar a honra de Boulos. Para ele, houve um dolo intenso por parte do réu, que utilizou sua rede de alcance digital para divulgar a acusação falsa.

Na definição do valor da indenização, o magistrado considerou a gravidade da acusação e o impacto que teve no processo eleitoral, já que as publicações alcançaram milhões de pessoas. Além disso, Marçal já enfrentou outras condenações na Justiça Eleitoral, incluindo inelegibilidade por oito anos.