sábado, 7 de março de 2026
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Lula celebra aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia

Presidente destaca pacto como uma vitória do diálogo e do comércio internacional

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Lula celebra aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia
Foto: Divulgação

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua satisfação com a aprovação do acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, nesta sexta-feira (9). Em suas redes sociais, Lula declarou que se trata de “uma vitória do diálogo”.

“É uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre países e blocos”, afirmou o presidente. Ele ressaltou que o acordo não apenas beneficiará os dois blocos, mas também representa uma importante sinalização em favor do comércio internacional.

Lula, que teve papel ativo nas negociações, enfatizou que a conclusão do acordo era uma prioridade durante a presidência do Brasil no bloco sul-americano no final do ano passado. O presidente também destacou que este é um “dia histórico para o multilateralismo”, lembrando que as negociações duraram 25 anos.

“Após 25 anos de negociações, foi aprovado o Acordo entre Mercosul e União Europeia, um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo. Essa decisão une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, declarou.

O multilateralismo, mencionado por Lula, refere-se à cooperação entre múltiplos países para promover interesses comuns nas relações internacionais, em contraste com práticas como o unilateralismo e o bilateralismo.

Com a aprovação confirmada, Ursula von der Leyen deverá viajar ao Paraguai na próxima semana para ratificar o acordo com os países do Mercosul, que inclui Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Os países do bloco precisam agora submeter o documento final aos seus parlamentares, sendo que a entrada em vigor do acordo ocorrerá de forma individual para cada país.

Após longas negociações e tensões políticas, uma maioria qualificada de estados da União Europeia deu aval ao tratado, que avança apesar das críticas de alguns setores, como agricultores e governos, incluindo o francês.