Moraes rejeita visitas de Valdemar e Magno Malta a Bolsonaro
Ministro do STF libera ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal, e o senador Magno Malta (PL-ES) pudessem visitá-lo na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 29.
Moraes justificou a negativa ao afirmar que permitir o contato entre investigados e condenados em casos relacionados representa "risco manifesto à investigação". Ele mencionou a tentativa anterior de Magno Malta de entrar na unidade sem autorização e o fato de Valdemar Costa Neto estar sob investigação por delitos semelhantes aos atribuídos a Bolsonaro.
Embora tenha barrado as visitas de Malta e Costa Neto, o ministro autorizou outros encontros ao ex-presidente. Nos dias 7 e 14 de fevereiro, Bolsonaro poderá receber visitas de deputados e um senador em horários previamente estabelecidos pela administração prisional.
Além disso, Moraes permitiu que o ex-presidente realizasse caminhadas controladas em áreas específicas da unidade, sob escolta, e sem contato com outros detentos, em conformidade com recomendações médicas. As visitas foram ajustadas para ocorrer também aos sábados, visando aumentar a segurança do local.
Na mesma decisão, foi liberada a ampliação da assistência religiosa ao ex-presidente, permitindo a atuação do padre Paulo M. Silva, que se juntará aos atendimentos já realizados por um bispo e um pastor evangélico. As atividades religiosas serão individuais, com uma duração máxima de uma hora, uma vez por semana.
Aliados de Bolsonaro acreditam que os encontros na Papudinha poderão ajudar a esclarecer recentes desavenças e definir estratégias para 2026, com foco na reeleição de Tarcísio em São Paulo e na pré-candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.