sábado, 7 de março de 2026
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Oposição no DF solicita impeachment de Ibaneis após menção de banqueiro

Partidos argumentam sobre crimes de responsabilidade relacionados a operações do governo com o Banco Master.

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Oposição no DF solicita impeachment de Ibaneis após menção de banqueiro
Foto: Divulgação

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Partidos da oposição no Distrito Federal protocolaram um pedido de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha, após ele ser mencionado nas investigações do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, a respeito da tentativa de venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB).

Os pedidos foram apresentados por PSB-DF, Cidadania-DF e PSOL, que alegam a ocorrência de crimes de responsabilidade, apontando uma “atuação temerária” do governo local em operações que envolveram o banco público, o que, segundo as legendas, colocou em risco o erário e violou princípios da administração pública.

Entre as alegações, estão a compra de títulos de baixa qualidade e origem irregular, a criação de dívidas fora do orçamento, negociações sem a devida transparência e a possível influência indevida do governador nas decisões do BRB.

O governador Ibaneis Rocha refutou as acusações, afirmando que nunca discutiu a operação BRB-Master com Vorcaro, e que todas as tratativas foram conduzidas por Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. Ele admitiu ter participado de encontros sociais com o banqueiro, mas negou que assuntos relacionados ao banco tenham sido abordados.

Ibaneis afirmou: “Em momento algum nas quatro vezes que o encontrei tratei de assuntos relacionados ao BRB-Master. O único erro meu foi ter confiado demais no Paulo Henrique [Costa]”.

As investigações do Ministério Público Federal e da Polícia Federal indicam que o Banco Master vendeu ao BRB cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras inexistentes em uma tentativa de evitar a quebra da instituição, que enfrentava dificuldades financeiras. O rombo estimado no BRB é de R$ 4 bilhões, e o Banco Central teria solicitado ao BRB um provisionamento de pelo menos R$ 2,6 bilhões.

Ex-executivos das duas instituições foram convocados para prestar depoimento no final de janeiro e no início de fevereiro, enquanto as apurações continuam a revelar falhas de governança e possíveis ilícitos administrativos.

O caso está sob a análise do Banco Central e de uma auditoria independente, que ainda não divulgaram conclusões. Essa notícia foi escrita com informações da Agência Brasil.