sábado, 7 de março de 2026
Ao vivo
Política

PGR sustenta que prisão de Filipe Martins deve ser mantida devido a acesso a rede social

Procurador-geral Paulo Gonet afirma que defesa não demonstrou descumprimento de medida cautelar

Política2 min de leitura
PGR sustenta que prisão de Filipe Martins deve ser mantida devido a acesso a rede social
Foto: Divulgação

Publicidade

Anuncie aqui

A Procuradoria-Geral da República (PGR) se posicionou a favor da continuidade da prisão de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro. O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que a defesa não apresentou provas suficientes para comprovar que Martins não acessou a rede social LinkedIn.

Esse parecer foi emitido após um pedido da defesa ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que concedeu um prazo de 15 dias para que a PGR se manifestasse. O posicionamento foi apresentado no último sábado, 24.

Gonet destacou que há documentação que comprova o acesso do réu à plataforma LinkedIn no dia 28 de dezembro de 2025, o que, segundo ele, caracteriza uma violação das medidas cautelares impostas pelo juízo em 26 de dezembro de 2025. "Diante do descumprimento da obrigação imposta, a liberdade do réu revela-se insuficiente para garantir a ordem processual", argumentou.

Além disso, o procurador enfatizou que, considerando a continuidade dos motivos que levaram à decretação da prisão preventiva e a falta de novas evidências que mudem a situação, não há justificativa para a revogação ou relaxamento da prisão.

Por outro lado, a defesa contesta essa avaliação. O advogado Ricardo Scheiffer criticou a base da decisão, afirmando que uma simples captura de tela, sem verificação e sem cadeia de custódia, não deveria ser suficiente para justificar a prisão preventiva, enquanto documentos oficiais apresentados pela defesa foram desqualificados sem análise pericial conclusiva. "Estão convertendo uma medida cautelar em uma antecipação de pena", declarou.

A prisão preventiva de Martins foi determinada por Moraes após a identificação de um suposto acesso à rede social LinkedIn, o que foi considerado incompatível com as restrições impostas pela Corte. A defesa argumenta que Martins não acessava a plataforma desde 2024, antes da proibição de uso de redes sociais.

O ex-assessor foi detido em 2 de dezembro em Ponta Grossa (PR), onde estava cumprindo prisão domiciliar determinada pelo Supremo. Em 16 de dezembro, ele foi condenado pelo STF a 21 anos e seis meses de prisão por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado entre 2022 e 2023. A decisão ainda não é definitiva e pode ser contestada.