Plantio de soja no Brasil: estados avançam em ritmos diferentes
Roraima ainda aguarda término do vazio sanitário para iniciar semeadura

Foto: Alcione Nicoletti/ Alto Alegre (RR)
O calendário de plantio de soja no Brasil apresenta variações significativas entre os estados. Enquanto algumas regiões já estão em fase avançada, outras, como Roraima, enfrentam restrições sanitárias que atrasam o início da semeadura. O vazio sanitário na região está vigente desde 19 de dezembro e se estenderá até 18 de março, totalizando 90 dias de proibição para o cultivo da soja.
A medida foi estabelecida pelo Governo de Roraima através da Portaria nº 821 da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), seguindo as diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Essa ação faz parte do Programa de Controle da Ferrugem Asiática, com o objetivo de interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, que representa uma das principais ameaças à soja no Brasil.
Durante o período do vazio sanitário, é proibido plantar, cultivar ou manter qualquer planta de soja. A responsabilidade pela eliminação de plantas voluntárias recai sobre os produtores, uma vez que até mesmo uma única planta pode ser um hospedeiro para o fungo, comprometendo o controle da doença.
Os produtores de Roraima poderão iniciar a semeadura da safra 2025/26 a partir de 19 de março, com o prazo final para o plantio até 26 de junho. O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, afirmou que este é o período oficial de plantio no estado.
A ferrugem asiática, que está presente no Brasil desde 2001, foi oficialmente identificada em Roraima em 2021, no município de Alto Alegre. Desde então, o estado realiza vigilância contínua, com ações de monitoramento em colaboração entre técnicos da Aderr e os agricultores locais.
Enquanto isso, outras regiões do Brasil apresentam um panorama diferente. Em algumas partes, os trabalhos de plantio avançam, com a semeadura total alcançando 99,1%. Piauí e Santa Catarina já atingiram 99% da área plantada, segundo dados da Conab. O Rio Grande do Sul também se aproxima, com 98%, enquanto o Maranhão registra cerca de 83% da área prevista plantada, refletindo a diversidade de calendários agrícolas e estratégias sanitárias em vigor no país.