sábado, 7 de março de 2026
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Principais doenças da soja: Embrapa orienta sobre manejo e prevenção

Especialistas alertam para a importância do monitoramento e das estratégias de controle na safra

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Principais doenças da soja: Embrapa orienta sobre manejo e prevenção
Foto: Divulgação

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Doença atacou as lavouras, mas, com a safra na reta final, não deve afetar a produtividade da soja (Cláudia Godoy/Embrapa)

As doenças que afetam a soja continuam sendo um desafio significativo para os agricultores brasileiros, exigindo atenção constante ao manejo, às condições climáticas e ao histórico das áreas cultivadas. A incidência e gravidade dessas doenças variam conforme a região e as estratégias adotadas, ressaltando a importância do monitoramento e da prevenção para minimizar riscos e perdas de produtividade.

Entre as enfermidades que atacam o sistema radicular, a podridão de fitóftora é destacada, especialmente no Sul do Brasil, embora sua incidência não seja generalizada. Já a podridão causada por Macrophomina está frequentemente associada ao estresse hídrico, apresentando-se em diversas regiões produtoras, principalmente em safras secas.

No caule, o mofo branco é uma preocupação, especialmente em climas mais amenos. Entre as doenças foliares, o oídio surge mais em safras com pouca chuva, enquanto a mancha-alvo é amplamente disseminada nas áreas de cultivo.

A ferrugem asiática, uma das principais ameaças à cultura, está presente em quase todas as regiões do país, favorecida por alta umidade. A antracnose também requer atenção, especialmente em locais com grande volume de chuvas, como no Cerrado.

A adoção de estratégias preventivas é essencial para garantir a segurança do produtor. Embora não haja estudos específicos que quantifiquem os benefícios da prevenção, a experiência prática indica que um manejo adequado pode reduzir perdas e custos ao evitar intervenções tardias. O conhecimento das doenças mais comuns em cada região permite decisões mais acertadas durante a safra.

Para o combate à ferrugem asiática, o uso de cultivares com genes de resistência é uma ferramenta importante, complementada pelo vazio sanitário e pelo controle químico. Essas cultivares, embora não imunes, retardam a evolução da doença, permitindo um controle mais eficaz.

O monitoramento da ferrugem depende também de redes regionais que fornecem dados ao Consórcio Antiferrugem. O Paraná, por exemplo, apresenta um número elevado de registros, relacionado às condições climáticas e à intensidade do monitoramento. Em outras regiões, onde a semeadura ocorre mais tarde, os registros tendem a aumentar em janeiro.

As condições climáticas influenciam diretamente a ocorrência das doenças. Umidade e temperatura são fatores cruciais para a germinação e disseminação de fungos. Safras chuvosas podem favorecer podridões e morte de plântulas, enquanto epidemias de ferrugem estão ligadas à frequência e distribuição das chuvas. O oídio, por outro lado, pode ser suavizado por chuvas excessivas que removem estruturas do fungo nas folhas.

Outro tema em destaque é a chamada “morredeira da soja”. Análises indicam que o problema pode não estar totalmente relacionado a patógenos do solo. Em várias áreas avaliadas, não foram encontrados sinais típicos de doenças