sábado, 7 de março de 2026
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Produtores Rurais Têm Prazo Até Amanhã para Definir Recolhimento do Funrural em 2026

Opção deve ser informada ao comprador para evitar retenção automática na venda

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Foto gerada por IA.

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Produtores rurais que atuam como pessoas físicas devem escolher até o próximo sábado (31) a forma de recolhimento do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), que será válida por todo o ano de 2026. É essencial que a opção seja comunicada à empresa que adquire a produção, como frigoríficos, cooperativas, cerealistas e agroindústrias.

O Funrural é uma contribuição previdenciária que visa o financiamento da seguridade social dos trabalhadores do campo. Os produtores podem optar por recolher o Funrural com base na folha de pagamento dos empregados ou sobre a receita bruta da venda da produção, refletindo diretamente na comercialização e no fluxo de caixa.

Se a opção não for formalizada, a regra padrão será a retenção de 1,5% sobre a receita bruta nas vendas. No modelo de folha, a alíquota varia entre 21,2% a 23,2%, dependendo do risco da atividade.

“Caso o produtor não informe sua escolha até o prazo estipulado, ele permanecerá no modelo de retenção sobre a receita bruta, o que pode impactar suas finanças ao longo do ano”, destaca Pedro Puttini, advogado especializado em direito agrário.

Para aqueles que possuem uma operação mecanizada e uma venda alta, o recolhimento sobre a folha pode ser mais vantajoso. Em contrapartida, aqueles com uma folha de pagamento mais extensa podem se beneficiar mais do modelo sobre a receita bruta.

Para formalizar a escolha do desconto em folha, o produtor deve entregar uma declaração ao comprador, especialmente no setor pecuário, onde o documento precisa ser encaminhado ao frigorífico responsável.

Se a comercialização ocorrer antes do dia 31 de janeiro e a declaração não for apresentada, a retenção padrão será aplicada. Portanto, a definição do método de recolhimento é fundamental no planejamento financeiro do produtor. Sindicatos e a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) oferecem orientações e ferramentas para auxiliar nessa decisão.

“O maior risco reside em erros de pagamento, que podem levar a cobranças indevidas ou a inconsistências fiscais”, conclui Puttini.