PT Utiliza Caso Banco Master para Criticar Mercado Financeiro em Anúncio de Campanha
Resolução do partido destaca a necessidade de justiça social e democracia nas eleições de 2026

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Partido dos Trabalhadores (PT) deve aprovar hoje uma resolução que utiliza o escândalo do Banco Master como uma oportunidade para reforçar suas críticas ao mercado financeiro. O documento, que foi acessado pela reportagem, também propõe a tarifa zero no transporte público e a diminuição da jornada de trabalho, temas que devem ser centrais na campanha de reeleição do presidente Lula.
A proposta afirma que "escândalos financeiros, como o do Banco Master, expõem a corrupção e a relação promíscua entre parte do mercado e o crime organizado". Além disso, menciona que a disputa atual é estrutural, citando uma "ofensiva permanente da extrema direita".
O PT planeja destacar que a eleição se trata de um embate entre um projeto que defende a democracia e a justiça social e outro que busca subordinar o Estado aos interesses do capital financeiro e de uma agenda autoritária.
O caso do Banco Master, que envolve tanto o mercado financeiro quanto a política, teve seu dono, Daniel Vorcaro, preso por 12 dias no ano passado e atualmente sob monitoramento eletrônico. A situação se intensificou após o Banco Central vetar a compra do banco pelo BRB, levando a perdas que podem chegar a R$ 5 bilhões.
A resolução ressalta que a disputa eleitoral não será apenas entre candidatos, mas entre projetos antagônicos. O documento menciona que o projeto democrático e popular busca recolocar o povo no centro das decisões do Estado, enquanto o outro é caracterizado como autoritário e subordinado aos interesses do capital rentista.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já definiu seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), como o representante do bolsonarismo para as eleições deste ano. Enquanto isso, forças centristas também se organizam para apresentar um candidato que possa competir com Flávio e Lula.
Além das críticas ao mercado financeiro, o PT defende a redução da taxa de juros, que atualmente está em 15% ao ano, com sinalizações do Banco Central sobre um possível corte em março.
O documento também aborda a segurança pública, um tema que historicamente foi negligenciado pelo PT. O texto critica a extrema direita por explorar o medo da população sem apresentar soluções eficazes, utilizando termos como 'narcoterrorismo' para reforçar uma narrativa de insegurança.
Por fim, o partido orientará seus militantes a defender propostas que incluam a redução da jornada de trabalho, a tarifa zero no transporte coletivo e medidas que aumentem a seguridade social para trabalhadores de aplicativos.