Ratinho Jr. propõe indulto a Bolsonaro e revela divisão no PSD
Governadores do partido de Gilberto Kassab discutem possíveis candidaturas à presidência em meio a polêmica sobre anistia.

SÃO PAULO, SP - O governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), manifestou seu apoio a um indulto para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por sua participação em um esquema golpista, assim como para aqueles envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. A declaração foi feita em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (29).
Ao lado dos governadores Ronaldo Caiado (Goiás) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Ratinho é um dos potenciais candidatos do PSD à presidência nas próximas eleições. Em sua fala, ele destacou que, embora considere os atos de vandalismo como crimes, a anistia poderia ser uma medida necessária para a pacificação do país. “Esses vândalos, que erraram, têm que ser tratados como criminosos em cima de um crime de vandalismo. Mas, se for necessário para pacificar o país, é necessário fazer isso”, argumentou.
Ratinho também criticou a severidade das punições aplicadas aos envolvidos nos eventos de 8 de janeiro, fazendo uma analogia com as invasões promovidas por petistas na Assembleia Legislativa do Paraná.
A questão da anistia gerou divergências dentro do PSD. Caiado, que se filiou à legenda recentemente, já se posicionou favoravelmente a uma anistia ampla, que incluiria Bolsonaro. Em contrapartida, Leite se opõe a essa ideia, considerando-a prejudicial ao país e propondo discutir a dosagem das penas para aqueles que não participaram do planejamento do golpe.
Após a condenação de Bolsonaro, Kassab também se manifestou em apoio à anistia, expressando sua solidariedade ao ex-presidente. Ele ressaltou que a escolha do candidato do partido à presidência deve ser uma decisão coletiva, sem projetos pessoais, e que o apoio deve vir dos três governadores envolvidos.