sábado, 7 de março de 2026
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Riqueza de 12 bilionários ultrapassa renda de metade da população mundial

Relatório da Oxfam revela desigualdade crescente e concentrações de riqueza alarmantes

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Riqueza de 12 bilionários ultrapassa renda de metade da população mundial
Foto: Divulgação

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A Oxfam divulgou um novo relatório que aponta para um aumento sem precedentes na concentração de riqueza global, evidenciando a desigualdade no mundo. De acordo com o estudo, as 12 pessoas mais ricas do planeta detêm mais riqueza do que a metade mais pobre da população mundial, que equivale a cerca de quatro bilhões de indivíduos.

Os dados mostram que, em 2025, a fortuna desses bilionários cresceu mais de 16%, uma taxa três vezes superior à média dos últimos cinco anos. Assim, o patrimônio acumulado por esse grupo atingiu 15,7 trilhões de euros (aproximadamente R$ 98,9 trilhões), o maior valor já registrado.

Em um único ano, a riqueza dos bilionários aumentou em 2,1 trilhões de euros (cerca de R$ 13,2 trilhões), um montante que, segundo a Oxfam, seria suficiente para eliminar a pobreza extrema no mundo 26 vezes. O relatório também indica que o número de bilionários ultrapassou a marca de 3.000 pela primeira vez, com Elon Musk liderando a lista, tornando-se o primeiro a ultrapassar uma fortuna de 500 bilhões de dólares.

O estudo sugere que a riqueza dos bilionários em 2025 permitiria uma distribuição de aproximadamente 250 dólares (cerca de R$ 1.575) para cada pessoa no planeta, e mesmo assim, eles manteriam cerca de 430 bilhões de euros (R$ 2,7 trilhões). Desde 2020, a fortuna desses indivíduos cresceu 81%, em um contexto em que uma em cada quatro pessoas no mundo não tem acesso regular a alimentos e quase metade da população vive em situação de pobreza.

Intitulado "Resistir ao Domínio dos Ricos: Proteger a Liberdade do Poder dos Bilionários", o relatório analisa como essa concentração extrema de riqueza está acompanhada por um aumento do poder político dos super-ricos, que influenciam regras econômicas e sociais em benefício próprio. A Oxfam destaca especialmente os Estados Unidos, associando o crescimento da desigualdade às políticas adotadas durante a gestão de Donald Trump.

Segundo a organização, cortes de impostos para os mais ricos e a redução de iniciativas globais para tributar grandes empresas contribuíram para ampliar os ganhos do topo da pirâmide econômica. Contudo, o fenômeno não é exclusivo dos EUA, com o relatório indicando que oligarquias econômicas têm minado instituições e aumentado desigualdades em várias partes do mundo.

Diante desta realidade, a Oxfam propõe que governos implementem planos nacionais para reduzir a disparidade entre ricos e pobres, destacando a importância de impostos sobre grandes fortunas e de regulamentações que garantam a independência da imprensa e das instituições democráticas.

O relatório foi divulgado coincidentemente com a abertura do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que reúne líderes políticos e empresariais para discutir as direções da economia global.