Ronaldo Caiado Anuncia Saída do União Brasil e Busca Novo Partido para Candidatura à Presidência
Governador de Goiás destaca a importância de consolidar candidaturas da direita para enfrentar Lula nas eleições de 2026.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, declarou nesta terça-feira, 27, que já informou à direção do União Brasil sobre sua decisão de deixar o partido, enquanto inicia negociações para se filiar a outras legendas visando a disputa pela Presidência da República. Ele ressaltou que essa decisão foi comunicada ao presidente do União, Antônio Rueda, e ao ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, e já é considerada irreversível.
Em entrevista à rádio Nova Brasil, Caiado revelou que a reflexão sobre a saída do União Brasil se arrasta desde o final do ano passado, mas que agora chegou ao limite. 'Essa é uma realidade que vem sendo discutida desde o período do Natal e do ano novo, e chegou o momento em que não se pode esperar mais', afirmou.
Embora não tenha revelado quais partidos estão em pauta, o governador garantiu que mantém conversas ativas com outras legendas e que uma definição deve ocorrer em breve. 'Irei até o fim. Estou em contato com outros partidos, e o entendimento é avançarmos para a campanha. Isso é algo a ser resolvido nos próximos dias.'
Essa movimentação ocorre em um contexto em que Caiado aparece em desvantagem nas simulações eleitorais em relação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma pesquisa divulgada em 21 de janeiro pelo instituto AtlasIntel aponta que Lula detém 49% das intenções de voto em um hipotético segundo turno contra o governador, que registra 39%. Outros 13% dos entrevistados não souberam ou preferiram não responder.
Além disso, Caiado defendeu a necessidade de evitar a pulverização de candidaturas no campo da direita, afirmando que a concentração em um único nome poderia favorecer o governo petista. 'Com o PT no poder, é um processo duro, que não tem limite e tenta ganhar a eleição a qualquer custo. Se houver apenas um candidato, ele terá dificuldade de chegar até outubro', alertou.
O governador também destacou que não há garantias de que um candidato apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro terá vantagem na disputa, reconhecendo o prestígio político do ex-chefe do Executivo, mas enfatizando que a transferência de votos não é automática. 'Uma coisa é ele ser candidato, outra é indicar alguém. Não existe transferência total', concluiu, mencionando que apoiaria o senador Flávio Bolsonaro em um potencial segundo turno.