Setor Agro continua em alta, mas enfrenta falta de profissionais qualificados
Mercado de trabalho se expande, porém escassez de mão de obra é um desafio a ser superado


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Janeiro é um mês que traz novas oportunidades e, no agronegócio, essa tendência se reafirma com a expectativa de crescimento do setor, mesmo diante de adversidades econômicas e estruturais.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária poderá alcançar R$ 1,41 trilhão em 2025, representando um aumento de 11,4% em relação a 2024. Esses dados, ainda preliminares, evidenciam a relevância do agronegócio na economia brasileira.
O CEO da Wiabiliza, Jorge Ruivo, destaca que o sucesso no agro depende da formação de equipes bem preparadas. “Não há espaço para improvisos. Um time alinhado é crucial para alcançar resultados positivos”, afirma Ruivo, que alerta sobre a escassez de profissionais capacitados no setor.
A falta de qualificação e experiência tem dificultado o preenchimento de vagas, caracterizando um “apagão” de mão de obra. Para Ruivo, o aumento salarial registrado no agronegócio é consequência dessa carência. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) aponta que a renda no setor rural cresceu 7,3% até novembro de 2025, resultando em um incremento de R$ 154 mensais para os trabalhadores do campo.
O especialista ressalta a importância de entender as novas tecnologias e sistemas de informação que estão sendo implementados nas operações agropecuárias. “É fundamental não apenas ler, mas interpretar os dados que as máquinas fornecem”, enfatiza.
As áreas que prometem destaque em contratações em 2026 incluem tecnologia da informação, operação de máquinas e drones, além de posições executivas que exigem conhecimento em gestão e tecnologia.
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) prevê que o Brasil colherá 354,4 milhões de toneladas de grãos na safra 2025/26, um crescimento modesto, mas que estabelece um novo recorde. Nesse cenário, a demanda por profissionais no agronegócio deverá permanecer alta nos próximos anos, impulsionada por investimentos em infraestrutura e logística.