sábado, 7 de março de 2026
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Toffoli aponta indícios robustos de crimes relacionados ao Banco Master

Ministro autoriza nova fase da Operação Overclean e critica demora da Polícia Federal

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Toffoli aponta indícios robustos de crimes relacionados ao Banco Master
Foto: Divulgação

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou preocupações sobre a continuidade das práticas criminosas por parte dos investigados no caso do Banco Master, incluindo seu proprietário, Daniel Vorcaro. Durante a autorização para a nova etapa da Operação Overclean, realizada nesta quarta-feira (14) pela Polícia Federal (PF), Toffoli destacou a existência de 'fartos indícios' de irregularidades.

Toffoli expressou insatisfação com a lentidão na execução das ordens de prisão e busca, que foram cumpridas após o prazo estipulado por ele. As medidas, que incluem a prisão preventiva de Fabiano Campos Zettel e o bloqueio de R$ 5,7 bilhões em bens, deveriam ter sido realizadas até 13 de janeiro, dada a seriedade dos fatos e a necessidade de aprofundamento nas investigações. O ministro enfatizou que a demora poderia comprometer a coleta de provas essenciais.

Zettel foi detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para os Emirados Árabes Unidos, e as demais diligências começaram às 6h. Além de Zettel, foram alvos de buscas o empresário Nelson Tanure, que gerencia fundos associados ao Banco Master, e João Carlos Mansur, ex-presidente da Reag Investimentos. Ambos são suspeitos de desvio de recursos financeiros para benefício pessoal.

No total, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, resultando na apreensão de veículos de luxo e mais de R$ 90 mil em dinheiro. A defesa de Vorcaro afirmou que ele está colaborando com as investigações e se colocou à disposição para esclarecimentos.

Vale lembrar que, em novembro, Vorcaro e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos fraudulentos, totalizando potenciais fraudes de R$ 17 bilhões. O BRB havia anunciado em março de 2025 a intenção de adquirir o Banco Master por R$ 2 bilhões, mas a negociação foi barrada pelo Banco Central, e a liquidação da instituição foi decretada em novembro.